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Chocolate como alimento funcional

Considerado um alimento funcional, o chocolate com alto teor de cacau (mínimo de 70%) é rico em substâncias de ação antioxidante,epicatequinas e catequinas. O poder antioxidante neutraliza os efeitos de danos celulares causados pelos radicais livres, que estão ligados a processos degenerativos como o câncer e o envelhecimento. O chocolate amargo pode conter até 3.600 microgramas de polifenóis do cacau e o chocolate ao leite 100 microgramas (por 100 gramas de chocolate).

Além disso, o chocolate, é fonte de cafeína e teobromina, atua como estimulante do cérebro e agiliza o raciocínio. Também aumenta a produção de serotonina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar, ajudando a combater a ansiedade e a depressão.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza o consumo de, no máximo, 50 gramas de chocolate ao dia para que não se ultrapasse o limite de gorduras e açúcares.

Composição e seus tipos:
Composto principalmente por pasta de cacau, manteiga de cacau, açúcar e leite, com variações nas concentrações dessas substâncias que classificam o tipo do chocolate (ao leite, light, diet, amargo, meio amargo, sem lactose, sem glúten), além dos incrementos e recheios que aumentam o valor calórico.

Chocolate ao leite : a massa de cacau é substituída em parte por leite em pó, produzindo um gosto mais adocicado.

Chocolate branco : é o mais calórico e gorduroso dos chocolates. Feito com manteiga de cacau ao invés da massa de cacau, além de açúcar e leite.

Chocolate amargo : é de alta qualidade e o menos calórico. Tem grande quantidade de massa e manteiga de cacau, pouquíssimo açúcar e não contém leite.

Chocolate em pó : muito usado em receitas, feito de amêndoa de cacau, sem a manteiga. Não deve ser confundido com achocolatados (chocolate, leite em pó e açúcar). Pode ser amargo (recebe o nome de cacau em pó), meio amargo e doce.

Chocolate para cobertura: tem grande quantidade de manteiga de cacau, que lhe dá a propriedade de derreter com facilidade. Na culinária, ele facilita o acabamento e o brilho nas coberturas. É comercializado nos tipos: meio-amargo, branco, ao leite, diet e sem lactose.

Chocolate hidrogenado : é feito com a gordura hidrogenada em substituição à manteiga de cacau. É um produto mais barato, que derrete mais facilmente. Possui sabor e a textura inferiores aos dos chocolates feitos com manteiga de cacau. É tão calórico quanto os outros chocolates.

Chocolate diet : é o mais recomendado para pessoas diabéticas. Feito de massa e manteiga de cacau, leite em pó integral, soro de leite e edulcorantes. Para compensar a falta de açúcar, ganha maior dose de gordura e, consequentemente, apresenta maior valor calórico.

Chocolate orgânico : sem a utilização de fertilizantes químicos e agrotóxicos. Garante melhor qualidade nutricional. Encontrado nas versões: amargo (sem lactose), à base de soja (sem lactose), com menta (sem lactose) e ao leite.

Chocolate de Alfarroba : é uma vagem que, após a trituração e torrefação, resulta numa farinha, utilizada como substituta do cacau. Tem apenas 0,7% de gordura, é fonte de cálcio, potássio, fósforo e vitaminas E, B6 e B12. Além de ser rica em fibras e não conter cafeína. Seu sabor é similar ao do chocolate amargo. É indicado para celíacos, pessoas com intolerância à lactose e se for sem adição de açúcar, para diabéticos.

Chocolate à base de soja : feito com extrato de soja em substituição ao leite, sem lactose, proteína do leite ou glúten. É 100% vegetal e possui um valor calórico inferior ao chocolate tradicional e dietético. Indicado para pessoas com intolerância à lactose e celíacos. A versão sem açúcar do produto pode ser consumida por diabéticos.

Independente do tipo do chocolate, seu consumo deve ser moderado e acompanhado de uma alimentação equilibrada!

Fonte: Busca Saúde.

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